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Conectando Conhecimento e Ideias, Cultivando Líderes

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O Erro de se Apaixonar por uma Ideia: Como o Ego e o Viés de Confirmação pode Comprometer suas Decisões

Esta semana atendi um cliente que estava preso.

Não por falta de competência, experiência ou recursos.

Estava preso à própria ideia.


Ao longo da conversa, ficou evidente que ele já não estava tentando descobrir se aquela era a melhor solução. Estava tentando encontrar argumentos para justificar por que deveria continuar acreditando nela.


Cada feedback contrário era relativizado.

Cada dado desconfortável recebia uma explicação prota dele.

Cada sinal de alerta era tratado como uma exceção temporária.


Em determinado momento, percebi que o problema não era a qualidade da ideia.

Era o vínculo emocional criado com ela.

E esse é um dos erros mais comuns e mais caros que profissionais inteligentes cometem.(não é falta de inteligência, é vies + ego + imaturidade emocional)


Profissionais se auto elogiando
Profissionais míopes apaixonados por sua propria ideia.

Quando nos apaixonamos por uma ideia, algo muda. Deixamos de testá-la contra a realidade e passamos a protegê-la dela.

O ego assume o comando.

O que antes era uma hipótese passa a ser uma convicção.

O que antes era aprendizado passa a ser defesa.

E, sem perceber, começamos a selecionar apenas as evidências que confirmam aquilo em que já acreditamos, ignorando tudo o que desafia nossa narrativa.

É nesse ponto que a tomada de decisão deixa de ser racional e passa a ser emocional.


O mais curioso é que esse comportamento raramente está associado à falta de capacidade analítica. Muitas vezes acontece justamente com profissionais experientes, competentes e bem-sucedidos, que investiram tempo, energia, reputação e capital político em uma determinada visão. Quanto maior o investimento, mais difícil se torna separar a qualidade da ideia do apego a ela.


Nesse momento, o ego começa a operar de forma silenciosa. A discussão deixa de ser sobre descobrir o que funciona e passa a ser sobre sustentar uma posição já assumida. Sem perceber, a pessoa passa a valorizar evidências que reforçam sua convicção, minimizando dados, feedbacks e sinais que apontam na direção contrária. É o viés de confirmação em ação: não enxergamos a realidade como ela é, mas como gostaríamos que ela fosse.


O problema é que a realidade não se adapta às nossas convicções. Clientes, mercados e resultados não respondem à intensidade com que defendemos uma ideia, mas à sua capacidade de gerar valor. E é justamente por isso que uma das competências mais importantes da liderança é o desapego intelectual a capacidade de revisar premissas, reconsiderar decisões e abandonar hipóteses que deixaram de se sustentar diante dos fatos.


Líderes maduros entendem que mudar de opinião quando surgem novas evidências não é sinal de fraqueza ou inconsistência. Pelo contrário. É uma demonstração de lucidez. O risco não está em defender uma ideia com convicção, mas em chegar ao ponto em que nenhuma evidência é capaz de fazê-lo reconsiderar sua posição.


Ao final da sessão, fiz uma pergunta ao meu cliente:

"Se essa ideia não fosse sua, você a defenderia com a mesma intensidade?"


A resposta demorou a vir.

Porque, no fundo, essa é uma pergunta que todos nós deveríamos nos fazer de tempos em tempos. Estamos defendendo uma ideia porque ela continua sendo a melhor alternativa disponível ou porque já nos tornamos emocionalmente comprometidos demais para abandoná-la?



Ps: Meu lado humano tem uma preguiça de gente teimosa, ja meu lado psicologa e de liderança ja adora lidar com estes desafios. kkkkk

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